"Missão é feita com os pés daqueles que vão, os joelhos daqueles que ficam e as mãos daqueles que doam."

sábado, 28 de fevereiro de 2015

E a mala? Nossa primeira semana na Mongólia.

Você que tem acompanhado nosso blog deve estar se perguntando: O que aconteceu com a mala perdida? ( Se ainda não leu, leia no link abaixo )


Bom... Antes de saberem sobre a mala, quero contar um pouquinho de como foi nossa primeira semana na Mongólia.

No avião já víamos pela janela um pouquinho daquilo que nos esperava nas terras Mongóis. Conseguimos observar montanhas cobertas por neve, alguns povoados e rios congelados. Nosso coração batia acelerado, ( como não relembrar do momento que chegamos em Guiné-Bissau... claro que era completamente diferente, lá chegamos à noite e não conseguíamos ver luzes pela cidade ), no entanto, a emoção era muito parecida com uma “pequena” diferença, em Guiné o calor era escaldante e agora na Mongólia o Frio Congelante.


Após nos encontramos com a Cleidi e o Bazarsad ( advogado da Missão ), eles nos ajudaram com as malas que restaram, quando saíamos, a Cleidi nos deu alguns casacos bem grandes e pesados ( no momento pensei que era um pouco de exagero, pois, já estávamos com 2 calças, 2 meias, 2 camisas e mais um casaco ), mas, ao passar pela porta... Nossa!  Aquilo não era frio, era um congelador, algo que nunca tínhamos sentido na vida, parecia que o nariz, orelhas, braços iam cair do corpo de tão congelante que estava ( - 23° ).  
Alguém sabe o que é isto?

Nosso alívio veio ao entrar no carro, saímos e fomos em direção ao centro da capital, tudo era novidade para nós, a paisagem, as construções, a língua ( ouvimos o Bazarsad falando em mongol pelo telefone, parecia sons inexprimíveis ), pensei pela 1ª vez: “Como vou viver neste lugar por 5 anos com esse idioma?” Muitas vezes as primeiras impressões são assustadoras.

Fomos levados então para a Guest House da Missão ( Casa de Visitas ), onde ficaríamos até o domingo quando o apartamento onde moraríamos ficaria pronto. Lá encontramos alguns quitutes de boas-vindas. O quarto era muito agradável e confortável ( quem sabe você tenha a oportunidade de conhece-lo também ).


Nesta nossa primeira semana fomos apresentados a Purev ( Departamental do Ministério da Mulher, Criança e Adolescente  ), ela que tão gentilmente nos levou para conhecer alguns lugares como: mercados, lojas e restaurantes ( nosso primeiro desafio para usar o pouco de inglês que possuíamos, é claro que eu principalmente usei muita mímica também... kkkkk ). Neste período deu mais tempo de verificar que realmente o mongol é um idioma difícil e diferente de tudo aquilo que eu já tinha ouvido na minha vida, no entanto, as pessoas estavam sendo muito educadas e pacientes conosco.


Uma coisa que nos apaixonamos logo ao chegarmos foi com as crianças Mongóis, que crianças lindas, fofas e com bochechas enormes e os olhinhos tão puxadinhos. Quero deixar registrado aqui que as fotos que vemos na internet não fazem jus a beleza dos Mongóis, são um povo com traços fortes e muito bonitos.



Durante a semana o Pr. Elbert Kuhn que estava viajando também retornou a Mongólia, nos recebeu carinhosamente e nos apresentando formalmente a equipe que trabalha na Missão Adventista da Mongólia. Nos acalmou, aconselhou, animou e contou um pouquinho para nós de como estavam sendo estes anos como Missionário na Mongólia para ele. Foi algo que trouxe paz ao nosso coração e nos mostivou mais ainda para o que viria.

             Na quinta-feira fomos juntos com o Pastor e a Cleidi ao aeroporto aguardar a chegada de nossos Amigos e parceiros de Missão Pr Yure, Laís e Kauai, agora era um encontro Brasileiro em terras Mongóis.




O nosso primeiro sábado na Mongólia estava chegando e a ansiedade e expectativa de conhecer a Igreja, os irmãos, ver como é a música, o programa, as roupas era muito grande. Ainda mais que amanhecemos naquela manhã com a cidade toda coberta por neve ( nevou durante a madrugada, não conseguimos ver algo esperávamos muito ). 

O nosso primeiro Culto de Sábado na Mongólia foi algo que nos emocionou muito, mesmo não entendo a língua, a música tocou o nosso coração e sentimos a presença de Deus naquele lugar. Já nos sentíamos parte da família de Deus na Mongólia ( sabe quando você nunca viu uma pessoa e quando a conhece parece que só estavam longe por algum tempo... ).

Esta foi a primeira música em Mongól que ouvimos na Igreja:

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Almoçamos na casa do tesoureiro da Missão o Jorge ( que é português ) e conhecemos sua linda família, lá também estava a família do Josué ( boliviano ) Diretor da ADRA Mongólia, conhecemos a Rebeca ( Peruana ) e seu namorado  Jason ( Indiano ), além de alguns irmãos Americanos que estavam de passagem e nós brasileiros. Assim foi nosso primeiro almoço comunitário abaixo de zero... kkkkk


Ainda tivemos a oportunidade de caminhar sobre um rio congelado naquela tarde, que experiência única.



E assim foi um pouquinho da nossa primeira semana Abaixo de Zero ( quase congelados )... não posso esquecer de falar que dentro do nosso quarto, na igreja, na missão e em locais fechados existe um sistema de aquecimento, e tudo fica muito quentinho, mas, na rua... nossa!

Ah! Estavam quase me esquecendo... E a mala?

Bom... O Pr. Elbert e alguns irmãos já haviam nos avisado que realmente pela empresa que havíamos viajado era bem comum perderem-se malas e nunca mais achá-las. E ainda mais que empresa ficou de ligar para dar informações se tivessem novidades. O Bazarsad ficou em contato com eles durante a semana e nada, e ele já  nos preparava para não reavermos nossa mala.

Contudo... Deus está no Comando! E quando ele quer, nada é impossível... Conseguimos nossa mala de volta e todos os nossos pertences, sem tirar “uma agulha” se quer.


Isto é só o começo... Aguardem!


Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Enfim... a Viagem.

Vamos do início... de como as coisas deram erradas e como Deus atuou em cada momento, mostrando que no limite do homem entra a atuação Divina.

No dia 17 de fevereiro nos despedimos de nossos familiares e partimos para Brasília para o Concílio das Famílias Missionárias. 


Tivemos a oportunidade de conhecer um pouco de nossa Capital, passar momentos especiais com as outras 24 famílias e com nossos líderes. Com reuniões, cultos e uma dedicação inesquecível na sede da Divisão Sul Americana.


Ficamos lá até domingo o dia de nossa viagem.

No domingo dia 22 de fevereiro ( nosso último dia no Brasil ), estávamos com o vôo agendado para as 18:00, São Paulo/Alemanha/China/Mongólia. Ao nos apresentarmos para o despacho das bagagens na companhia aérea o atendente nos indagou sobre o visto de entrada na Mongólia. Assim, como instruídos dissemos que estávamos indo como turistas a princípio ( turistas tem 30 dias de permanência no país... e nosso visto de trabalho ainda não havia saído, só receberíamos na Mongólia ).

Ao ouvir nossa resposta o atendente disse: “Se vocês estão indo como turistas como suas as passagens de volta estão agendadas para dezembro?” O rapaz foi bem compreensível, chamou seu superior para resolver nossa questão ( pois, os Amigos Hispanos, também tiveram problemas, mas, conseguiram realizar o check-in ).

Nada feito. O superior disse que teríamos que mudar a data de passagem de volta. Não conseguimos despachar as bagagens, nem pegar os bilhetes.

A empresa responsável pelo vôo não tinha guichê com atendentes para reclamações ou mudança de datas e horário e pelo telefone nos informaram que a agencia não funcionava aos domingos.

Entramos em contato com o tesoureiro da União, explicando a situação, ele entraria em contato com a empresa que vendeu os bilhetes para fazer a alteração.

Eram 17:00 e ainda não haviam resolvido nossa situação. Então... iluminados pelo Espírito Santo, tivemos uma ideia, fazer o check-in pela internet.

Conseguimos! Voltamos ao guichê de despacho ( com outro atendente ) e os bilhetes foram emitidos. Louvado seja Deus!

Quando fomos despachar as bagagens tínhamos um volume a mais ( acreditávamos que sendo 60 kg cada um tudo bem, mas, teriam que ser apenas 2 volumes por pessoa também ) teríamos que pagar um valor altíssimo com uma bagagem a mais... no entanto Deus pensa nos seus filhos e age até mesmo nos pequenos detalhes.

Temos um casal de Amigos que estavam indo para o Oriente Médio, no entanto, na ida para Brasília uma de suas malas quebrou a rodinha, com isto, a empresa lhes deu outra mala e deixou-os com aquela para se desfazerem. Eles a levaram até São Paulo onde a irmã de nossa Amiga ficaria com a mala. Resultado, ficamos com a mala grande e deixamos as 2 pequenas. Não pagamos nada a mais pelo despacho.

Ufa! Acreditávamos que agora tudo estava resolvido, bilhetes nas mãos, malas despachadas... 17:30. Quando estávamos indo para a sala de espera o atendente que havia emitido nossos bilhetes disse que tinha algo errado e era para voltarmos para ele verificar.

Ele entrou no sistema e disse que nossos bilhetes da Alemanha para a China haviam sido cancelados, se embarcássemos iríamos somente até a Alemanha. Liguei novamente para o tesoureiro, expliquei a situação, nossas passagens de volta já estavam com datas alteradas, mas, ele disse que havia acabado de conversar com a empresa de viagens e estava tudo certo, mas, que mesmo assim teriam tempo para resolver se algo acontecesse, pois, chegaríamos na Alemanha de manhã e ficaríamos 4 horas no aeroporto. Nossos Amigos não queriam que fossemos sem resolver e nós também estávamos preocupados, pois, estávamos só nós dois e não falávamos inglês. Embarcamos pela Fé.

Chegamos na Alemanha... fomos então para a sala de espera, aguardando o horário para check-in, orando para que tudo desse certo. No momento em que a atendente chegou fomos até ela e entregamos o número de reserva de bilhete. Ela verificou e entendemos que nossos bilhetes estavam cancelados. Então ela chamou o superior, o vôo estava marcado para 13:00, já eram  12:00 e nada havia sido resolvido, mais uma vez liguei para o tesoureiro da União, ele verificou com a agência e viagens e disse que tudo esta certo que o problema era com a empresa da China.

E agora, ficaríamos na Alemanha, perderíamos o vôo, não falávamos inglês (ficávamos ouvindo para ver se escutávamos alguém falando pelo menos em espanhol...kkkk... seria cômico se não fosse trágico ).

Já eram 12:40 e estavam chamando os últimos passageiros para o embarque. E nós dois do lado olhando para o rapaz da empresa. Então fecharam o embarque. E agora? Mas, mesmo em portas fechadas Deus coloca sua mão... o rapaz nos chamou e rapidamente tirou nosso bilhetes e nos embarcou. Ufa ( mais uma vez )!

Depois de tudo que passamos lembramo-nos que haviam nos dito que tudo seria tranquilo que era para termos cuidado na China, que lá a coisa era complicada... então ficamos imaginando... Se até agora foi assim o que nos aguarda na China?

Graças ao nosso maravilhoso Deus tirando a parte que nos revistaram umas 7 vezes, no aeroporto da China tudo correu bem.


Agora era só chegar a Mongólia, pegar as bagagens e começar nossa vida nesta nova Missão. Como diz um conhecido vídeo cômico: “Mas, a vida é uma caixinha de surpresas... kkkk”

Ao aterrissarmos em Ulaanbataar, capital da Mongólia fomos esperar nossas bagagens. Surpresa! A nossa maior mala não chegou e a outra grande chegou totalmente aberta. Metade de nossas coisas estavam na mala perdida. 

Ligamos para Cleidi esposa do Pr. Kuhn e ela disse que estava chegando ao aeroporto para nos receber. Contamos a situação e ela pediu que o advogado da Missão da Mongólia verificasse para nós.

Realmente estávamos com uma mala aberta e outra perdida. Agora o que nos restava era orar. Se Deus havia feito com que tudo até ali desse “certo”. Esperaríamos mais uma vez no Senhor.

Isto foi só o começo...

Logo, logo... envio para vocês como foram nossas primeiras impressões sobre a Mongólia e como fomos recebidos.

E a mala? 


"Se Deus cuida até mesmo das aves não cuidará de mim?"
Mateus 6:26

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Mongólia. Nosso novo Lar!

A Mongólia é um país asiático sem saída para o mar localizado entre a Rússia (a norte), e a China, a leste, sul e oeste. Sua capital é a cidade de Ulaanbaatar, que concentra  grande parte da população total do país.
Os mongóis ganharam fama no século XIII, quando, sob a liderança de Genghis Khan, conquistaram um imenso império euroasiático. 

Com 1 564 116 quilômetros quadrados, a Mongólia é o 19º maior país do mundo e o menos povoado país independente do mundo, com uma população de cerca de 2,9 milhões de pessoas.

É também o segundo maior país do mundo sem costa marítima, depois do Cazaquistão. O país contém pouquíssima terra arável, sendo a maior parte de sua área coberta por estepes, com montanhas ao norte e ao oeste e com o deserto de Gobi, ao sul.



Aproximadamente 30% da população são nômades ou semi-nômades.

A religião predominante na Mongólia é o Budismo tibetano e a maioria dos cidadãos do Estado são da etnia mongol, embora Cazaques, Tuvanos e outras minorias também vivam no país, especialmente no oeste.


Cerca de 20% da população vive com menos de US$ 1,25 por dia.


O clima é temperado continental e muito áspero, quase subpolar, com verões geralmente amenos e invernos longos e gelados.

A temperatura média anual da capital, Ulaanbaatar, é de -5 °C, sendo desta forma a capital mais fria do mundo. Janeiro é o mês mais frio na capital, com temperatura média de -25 °C, e o mês mais quente é julho, com temperatura média de 14,4 °C. 
Embora tenha invernos normalmente muito secos, Ulaanbaatar pode ser atingida eventualmente por violentas tempestades de neve. A temperatura atinge facilmente -30 °C em praticamente todo o seu território, não sendo raro chegar a -40 °C ou -50 °C em determinadas localidades.



A economia da Mongólia é baseada na produção agro-pastoril, com 90% das exportações constituídas de animais e derivados, mas muito limitada pela distância da Mongólia do mar, e pelas precárias estradas sem infra-estrutura.



A dieta da população depende da região do país considerada e consiste sobretudo em carne, sendo os vegetais uma novidade na dieta mongol. No sul, consome-se cordeiro e muitos produtos derivados do camelo. Nas montanhas, a carne bovina é muito mais comum. Na capital, Ulaanbaatar, existe uma vasta variedade de comida disponível, a maior parte desta importada.

           Acima de tudo, não há figura mais venerada na cultura popular mongol do que Genghis Khan, o fundador do Império Mongol no século XIII. Seu local de nascimento, seus possíveis locais de sepultamento, supostas relíquias pertencentes ao antigo conquistador mongol, são celebrados em procissões e feriados nacionais e considerados sagrados — num ponto onde cultura e religião começam a se fundir.

Estátua em Homenagem a Genghis Khan.

E aí o que você achou deste interessante país onde será o nosso novo Lar?


       Logo, logo, compartilharemos com vocês tudo aquilo que conhecermos deste fascinante lugar.


          Deus está no Comando!



"E como pregarão se não forem enviados?"
Romanos 10:25

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Nova Missão.

No Concílio de Pastores da Divisão Sul Americana eu fiquei sabendo do Projeto Missionários para o Mundo.  Seriam selecionados 25 casais da América do Sul para serem enviados para países onde o Cristianismo encontrava dificuldades para crescer.

Oramos a Deus e colocamos nosso futuro em Suas mãos, mesmo que não esperássemos voltar ao Campo Missionário naquele momento e diante da improbabilidade de sermos escolhidos, sabendo que um dos requisitos era falar inglês.

Foram muitos casais inscritos de toda América do Sul, onde selecionaram 50 para uma reunião em São Paulo e para as Entrevistas.

Fomos selecionados para o as entrevistas para a Mongólia com o Pr. Elbert Kuhn.  Tínhamos o perfil necessário, a experiência em outro país, nós dois com formação na área de educação, mas, não sabíamos inglês.

Oramos mais uma vez e dissemos a Deus que estávamos dispostos a servi-lo na Mongólia se assim fosse a sua vontade e se não, estaríamos felizes também em permanecer em Castro onde vivíamos muito bem.

           Então o Pr. Elbert nos procurou e nos disse que havia gostado muito de nós e que possuíamo o perfil que ele procurava, no entanto, o inglês seria essencial.  Pareciam palavras de consolação.    

        Já estávamos até nos conformando... quando ele nos disse que independente de tudo Deus havia lhe dito que eu e a Gabi éramos o casal para ser escolhido. 

     Foi um momento emocionante. Deus tocou o coração do Pr. Elbert e o impressionou a nos escolher. Deus seja louvado!

           Nossa vida nas mãos do Pai, Ele sempre no Comando!

Despedida da Família no Aeroporto de Londrina.

Rumo a Mongólia.

Parceiros de Missão Pr. Yure e Laís Gramacho, e o Kauai.

          Conheça um pouco mais do Projeto através deste Vídeo.

video


"Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes
a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis."
Apocalipse 10:11