"Missão é feita com os pés daqueles que vão, os joelhos daqueles que ficam e as mãos daqueles que doam."

domingo, 31 de julho de 2016

Para que ir ao outro lado do mundo?

By Pr. Daniel Meder

“Para que devemos sair para o outro lado do mundo, quando 
há pessoas precisando de ajuda em cada 
esquina do nosso país?”

     Essa é uma pergunta comum que muitos missionários de longo, médio e curto prazo precisam responder nas igrejas ou para os amigos quando voltam de uma missão. Mas também foi uma pergunta que está plenamente respondida para os 9 jovens que, no último mês de julho, usaram 3 semanas de suas férias e seus próprios recursos viajando para o outro lado do planeta (literalmente falando), a fim de levar a mensagem de conforto e salvação para 280 crianças, jovens e adolescentes.
     
     Os preparativos começaram cedo quando, no começo de agosto de 2015, a ACP - Associação Central Paranaense, lançou o projeto SEND ME, com o objetivo de preparar jovens que desejassem participar de Missões de curto prazo dentro e fora do Brasil.


     Reuniões mensais aconteciam na ACP em Curitiba e as viagens seriam em julho de 2016. Dois projetos estavam à disposição daqueles que participassem dos encontros: Missão Amazônia e Missão Mongólia.

     Nosso grupo, Missão Mongólia, estava bem ajustado e extremamente empolgado. Formado de jovens com independência financeira, líderes nas suas igrejas e funções profissionais, foi fácil separar as responsabilidades de cada um nos preparativos da missão.

     No dia 25 de junho saímos de São Paulo e voamos por quase quinze horas para Doha, no Qatar. Para aproveitar a conexão ao máximo, fizemos arranjos para passarmos um dia no local. Foi o suficiente para conhecermos os principais pontos da cidade, conversarmos com moradores e percebermos o contraste financeiro entre as classes. Para dar continuidade às obras faraônicas financiadas pelo petróleo, trabalhadores de outros países são contratados com a promessa de um salário dobrado em relação ao seu pa
ís de origem, porém bem menor do que o salário mínimo local. Os extremos financeiros são claros no país.

     Depois de Doha, mais oito horas e meia em direção a Seoul, na Coréia do Sul. Mais um vez, aproveitando o caminho, fizemos arranjos para mais um dia na capital de um dos países mais avançados tecnologicamente. A estada foi impressionante! Com as comodidades oferecidas pelo aeroporto, pudemos fazer um belo tour por boa parte da cidade, experimentar novas comidas e ouvir um pouco das histórias sobre o crescimento e desenvolvimento do lugar.

     Mais três horas e meia e finalmente chegamos ao nosso destino, Ulaanbataar, Mongólia.

     Fomos recebidos calorosamente pelo pastor Rodrigo Assi e sua esposa, Gabriela Assi (com bandeiras no aeroporto e tudo mais). Ficamos hospedados no prédio da Missão, mas não por muito tempo, pois já no dia seguinte nossa missão estava começando de verdade!


     A missão consistia de dois acampamentos e a decoração da escola. O primeiro acampamento começou no dia seguinte a nossa chegada.

     Logo depois do almoço entramos no ônibus da Missão que nos levou a cerca de uma hora e meia fora da cidade. Ali, um belo local havia sido alugado pela igreja para o acampamento dos jovens.
    
     
       Passamos a tarde decorando o local de reuniões e em poucas horas cerca de 150 jovens chegavam com suas malas e expectativas. 

     Afinal, esse era apenas o segundo acampamento somente para jovens que estava sendo realizado no país, e a empolgação era grande. Tanto deles quanto nossa.

     Nossa equipe era responsável por quase tudo. Com a ajuda e a tradução dos funcionários da missão fazíamos os cultos matinais usando no louvor músicas mongóis e músicas brasileiras. Eles amam cantar e são ótimos com instrumentos musicais! As mensagens eram feitas em inglês com tradução simultânea para o mongol. Nas pregações tínhamos que considerar que alguns daqueles jovens eram adventistas e precisavam se aprofundar mais na fé, mas também que muitos dos que ali estavam eram convidados e nunca haviam ouvido falar de Jesus em suas vidas.

A Mongólia possui a maior parte de sua população budista. Menos de 2% são cristãos.


     Para que, tanto adventistas, como aqueles que ouviam de Jesus pela primeira vez na vida tivessem uma boa compreensão das mensagens, apesar da barreira da língua, usamos muitas ilustrações das quais eles mesmos participavam. Assim, de forma bem prática e ativa, buscamos em meio a sorrisos e muito carinho, falar de um Salvador que transformou o mundo, mas que também nos convida a conhecê-Lo de forma pessoal.
  
       Depois dos cultos da manhã, organizamos gincanas e esportes, concursos e competições, que nos davam ampla oportunidade para nos aproximarmos deles. Os dias de verão na Mongólia são bem longos (a parte clara do dia vai das 6 da manhã até cerca de 10 da noite), logo tínhamos muito tempo para interação.

     Depois da janta fazíamos um culto da noite, mais uma vez com muita música, momentos engraçados de descontração com o jornalzinho do acampamento e uma mensagem em linguagem simples, porém profunda em significado. E depois, claro que não podia faltar, a velha e boa social. O sucesso foi tão grande que eles pediam para que realizássemos a social todas as noites.

     No final dos 4 dias do primeiro acampamento, incentivado pelo pr. Rodrigo, resolvi fazer um apelo. Tinha a certeza de que as mensagens haviam feito alguma diferença na vida deles, mas não imaginava o que viria pela frente. Qual não foi a minha surpresa quando quase todos os jovens se levantaram diante do convite de conhecer melhor esse Jesus de quem eles ouviram tanto. Diante dessa cena emocionante decidi fazer um segundo apelo. Aqueles que quisessem aceitar o sacrifício de Cristo e entregar a vida a Jesus se preparando para o batismo em um futuro próximo deveriam mostrar sua decisão para todo o universo vindo até a frente. Com lágrimas nos olhos víamos um a um, alguns imediatamente, mas outros com muita luta, se dirigindo para onde estávamos.

     Ali, os missionários brasileiros perceberam que sua viagem de férias mudou para sempre a vida daqueles jovens. Naquele momento todo o preparo, todo o tempo, dinheiro e esforço investidos fez sentido. Foi naquele momento que a morte de Jesus se tornou mais vividamente “universal” aos nossos olhos. 

     Ali percebemos que temos que levar a mensagem para o vizinho do bairro enquanto estamos no bairro, mas que do outro lado do mundo não há tantos vizinhos cristãos (2% da população), e que se não fosse por esse grupo de missionários talvez a maior parte daqueles jovens nunca ouviria falar de um Salvador que morreu por eles para que eles pudessem viver por Cristo. 

     Naquele apelo aos mongóis eu pude perceber um apelo silencioso sendo feito pelo Espirito Santo aos nossos corações... um apelo à missão... à missão que acontece não apenas quando tiramos o passaporte, recebemos um visto e saímos até os confins, mas um apelo à missão eterna e contínua que acontece onde estamos, onde trabalhamos e onde vivemos. Uma missão que não tem limites geográficos, mas que me chama para viver o sonho de Deus onde quer que esteja, que nos chama a mostrar aos nossos o privilégio da oportunidade de dizer sim a mensagem de um Deus que Se sacrifica para me conhecer. Essa mensagem que foi tão inédita e incrível para os mongóis deve ser reavivada e fortalecida em nós.

     Muitos disseram que nossa visita mudou suas vidas. Esperamos que tenha mudado a eternidade.

   
    O segundo acampamento, feito para as crianças e adolescentes, nos trouxe as mesmas alegrias e só serviu para fortalecer ainda mais o que havíamos presenciado no primeiro.  ( Não perca em breve a próxima postagem contando tudo que aconteceu neste Acampamento com tantas crianças fofas... )

   
  
    A decoração da Escola Adventista, na qual o Pr. Rodrigo e a Gabriela trabalham, também nos deu a oportunidade de tocar as vidas daqueles que não tivemos o privilégio de conhecer.



     Na volta conversávamos sobre os planos para o ano que vem. A vontade de permanecer sendo parte desse sonho de Deus inundou a vida de cada um. Ver a mão de Deus fazendo o trabalho através da nossa traz uma gratificação e um significado à vida que é difícil de ser superado.

Isabela Cristina Almeida, estudante de Direito. Ponta Grossa - PR
"Fazer missão transforma vidas, primeiro a sua, a das pessoas que você vai encontrar lá e a todos aqueles que através da missão você poderá entrar em contato! Essa é sua maior chance de ter uma vida de testemunho!"

Rodolfo Bulati, formado em Sistemas de Informação, trabalha atualmente com desenvolvimento de sistemas e é apaixonado por empreendedorismo. Ponta Grossa - PR
"O exemplo não é a principal forma de influenciar as pessoas, é a única."
Victor Gabriell F.V.C de Lima formado pela UFPR no curso de Tecnologia em Comunicação Institucional; atualmente estuda Direito e estagia em um escritorio de advocacia. Curitiba - PR
"Não importa aonde você estiver, não importa com quem você falar; não importa quais as dificuldades que você enfrentar, Jesus sempre estará consoco, 
nos  usando para o Seu propósito e a Sua maneira."
Daniel Meder, formado no Unasp 2 em teologia. Irati - PR
"O objetivo da nossa existência é falarmos de Jesus ao mundo. Esperar Sua volta sem pregar o evangelho é hipocrisia... É contentar-se com uma vida de ilusão."
Stephanie Valenço, formada em Secretariado Executivo,
funcionária pública estadual, estudante de Administração. Curitiba - PR


"A missão me fez entender, que quando trabalhamos para Deus, não há distância que não possa ser alcançada, nem barreira que não possa ser transposta."


“Muitos jovens de condições possuem férias e recurso e irão viajar, mas a partir do momento que viagens como essas são organizadas,
eles darão preferência para a missão.”
Carlise Catarina Antal, graduada em Adminitração , Especialização em Gestão de Pessoas, cursando Direito, atualmente trabalha como secretária no escritório da Igreja Adventista para o Sul do Brasil. Curitiba - PR
"Enquanto cuidamos das coisas de Deus, Deus cuida das suas coisas. Uma missão
 nos leva ao real sentido de porque viemos para esta terra e para onde queremos ir."
“Eu só realmente entendi o que é trabalhar para a obra de Deus depois 
de ter visto a obra sendo feita através das minhas mãos.”
Algumas fotos dos dias maravilhosos que passamos na Mongólia:

sexta-feira, 11 de março de 2016

Nossa Escola na Mongólia

By Gabriela Assi

Na última semana de Agosto de 2015 fomos apresentados a administração, funcionários e professores regulares da Escola Tusgal ( Reflexo ), nosso novo local de trabalho.

Cleide Kuhn do Departamento de Educação da Missão Adventista da Mongólia e também diretora da escola até aquele momento nos apresentou com palavras que me emocionaram e me fizeram ter a convicção de que Deus já havia planejado o nosso trabalho ali.

Ela parafraseou a mesma passagem bíblica que eu ouvi quando assumi a direção da Escola Adventista Betel em Guiné Bissau – África “coincidentemente” também em Agosto de 2011 quando disse: Quem sabe se não fostes chamados para este tempo? Fazendo menção ao texto: “(...)quem sabe se não foste elevada rainha para este tempo? Ester 4:14”.

A escola funciona no mesmo prédio da Igreja Central desde a sua fundação há 6 anos, por isso algumas atividades são realizadas na nave da igreja, como capelas, semanas de oração, programas especiais e ensaios da Disciplina de Música.

As aulas do ano letivo 2015/2016 iniciaram no dia 01 de Setembro, diferente do que estamos acostumados no Brasil, aqui na Mongólia as atividades escolares ocorrem de Setembro a Junho. Fomos muito bem recebidos, claro que não conhecíamos boa parte do pessoal da escola e também pelo fato da língua, de início estavam um pouco reservados conosco.

As primeiras semanas e acredito que até o primeiro mês passamos por adaptação não só às funções para as quais fomos designados dentro da Administração da Escola, mas também e principalmente ao sistema escolar como um todo, que é bem diferente de tudo o que já havíamos vivenciado tanto no Brasil como em Guiné-Bissau na África onde havíamos sido Missionários por 2 anos.

Alguns dias antes de começar as aulas é feito um mutirão com todos os Professores e Funcionários para limpeza e organização de todas as salas e ambientes da Escola.

Ver as alunos pela primeira vez e ter contato direto com os pais foi ao mesmo tempo emocionante e assustador, pois, agora estávamos praticamente o dia todo  com todos falando mongol ao nosso redor, confesso que estava apavorada, como poderia criar um vínculo com estas crianças se eu não as entendia e elas também não me entendiam? Só o tempo me diria.

Duas coisas me chamaram bastante atenção: Uma delas é que os pais são muito presentes, um grande número deles estavam na abertura do ano letivo, foram a sala de aula, tiraram fotos do filho sentado na carteira, conversaram com as professoras, ele interagem muito aqui na Escola.

E outra é o fato dos alunos serem os responsáveis pela limpeza das suas classes, acredito que isto é um grande aprendizado para eles, pois eles têm a oportunidade de desenvolver boas qualidades como responsabilidade, cooperação, higiene, disciplina e etc. Simplesmente fantástico!

            Não foi fácil compreender como eu poderia ajudar a escola através da minha função, porque na verdade até há pouco tempo eu não havia compreendido realmente quais tarefas estavam sob minha responsabilidade, isto porque nós não temos o trabalho de Conselheiro como uma função específica da área administrativa nas escolas brasileiras, mas sim dentro da Orientação Educacional e Coordenação Pedagógica.

Neste processo em que eu estava ainda me “enquadrando” e buscando compreender a rotina da escola, comecei a me engajar em deixar a escola mais bonita e alegre através de murais de datas comemorativas, mural de aniversário, cadernos de pedidos de oração, lembrancinhas para dias especiais e etc.

Até neste momento, quando achei que não podia contribuir em nada para a escola e me senti muito limitada pela língua, Deus me mostrou que só preciso colocar a minha vida em suas mãos diariamente e pedir que Ele me use da maneira que Ele desejar para honrar o nome DELE e não o meu.


Foi através de pequenas coisas que comecei a fazer juntamente com o Rodrigo voltado mais para a decoração e Artes que eu me aproximei muito das pessoas da escola, elas gostaram do que estavam vendo, ficaram animadas, pediram para que ensinássemos não só a elas, mas também os seus alunos.
            O que no início parecia uma recepção reservada se transformou em relacionamentos cheios de carinho, mais calorosos do que esperávamos. Por meio de coisas simples que procuramos fazer para nos sentirmos mais úteis no início da nossa jornada na escola, foi na verdade um meio pelo qual Deus pode construir pontes de amor e amizade com as pessoas ao nosso redor e quebrar qualquer barreira que poderia ter se erguida. Louvado seja Deus!

Sem dúvidas o aproveitamento do Inglês tem sido muito melhor agora com a prática na escola, no começo fiquei muito insegura, pois as vezes não compreendia frases simples que as poucas que falam inglês falavam ao se dirigirem a mim, contudo percebo hoje que tenho progredido muito por meio da conversação diária lá e também pela paciência deles ao se comunicarem comigo e com o Rodrigo.

Temos participado de muitos projetos interessantes que fazem parte do calendário de atividades obrigatórias a serem desenvolvidas pelas escolas aqui na Mongólia. Uma delas ocorreu no primeiro mês de aula, o Festival de Esportes. Um dia todo separado para atividades esportivas e recreativas dentro ou fora da escola.

O Rodrigo desenvolveu o roteiro de atividades juntamente com a professora de Educação Física Boloroo, as quais foram executas com muito ânimo e alegria no Parque Nacional.









Também auxiliamos na Exibição de Flores, projeto no qual as crianças ficaram responsáveis em plantar flores nas férias e no início das aulas trouxeram a Escola e as exibiram, o resultado final teve direito a premiação.



Entretanto, o que mais me marcou até o momento, foi o Festival de Outono, no qual cada turma cozinhou como equipe pratos salgados, saladas e prepararam também  um tipo de bebida para apresentar a Escola, pais e familiares. Foi o primeiro programa que eu estive responsável em organizar e executar. Confesso, que falar em público em outra língua não é fácil, principalmente quando você é ainda um estudante da língua na fase inicial, entretanto como a Bíblia nos diz: “Tudo posso naquele que me fortalece.” Fp. 4: 13, confiando nesta promessa e com a ajuda do Rodrigo, realizamos o nosso melhor e foi uma benção.





Houve muitos outros dias especiais, como o Show de Talentos onde os alunos puderam demonstrar seus dons artísticos através da música, declamação de poemas, encenações bíblicas e apresentações típicas. 







Também desenvolvemos um Projeto de Pintura que movimentou bastante a Escola e fez com que os alunos usassem sua criatividade. Eles ficaram muito felizes em ver suas pinturas expostas e com as condecorações e prêmios que receberam.






Tivemos um dia Especial na Escola onde os Pais foram convidados a ocupar o lugar dos filhos em suas Classes, foi muito legal. Eles puderam vivenciar o dia escolar do filho, chegaram com as mochilas, sentaram em suas carteiras, realizaram as atividades diarias. Assim, conseguiram perceber o que a Escola está ensinando e ter uma convivência maior com os Professores e Equipe Administrativa.





No entanto, aconteceu algo neste período que me fez compreender que realmente estamos em um campo missionário.  Foi quando realizamos a semana de Oração em nossa Escola, convidei o Profº Timothy Elis, nosso professor de Língua Inglesa, para falar aos professores e funcionários, Pr. Yure Gramacho, missionário brasileiro e Departamental de Comunicação para falar aos alunos do ensino secundário e a Estela Silva, uma missionária portuguesa que está aqui na Mongólia com a família, para falar para as crianças.

Preparamos tudo com muito carinho, para que fosse um momento realmente de encontro com Deus para todos, cada um de acordo com a sua faixa etária. Tudo foi ocorrendo bem, até que em um dos dias, recebemos a visita inesperada de um grupo do governo que foi inspecionar a nossa cozinha ( nossos alunos tem lanche de manhã e também almoçam na Escola). Foi então, que a coordenadora – Ulzii, me procurou e disse: - Vamos ter que parar com as atividades na igreja com as crianças, pois se os inspetores subirem até lá e verem que estamos tratando de assuntos religiosos, podem fazer um pedido de fechamento da escola.

No momento não entendi muito bem, mas oramos e pedi que a Estela, oradora para os menores, não citasse Deus ou Jesus na meditação daquela tarde e também não mostrasse mais as imagens referentes as histórias bíblicas. Ela me disse que seria difícil, pois o tópico era justamente sobre a vida de Jesus. Enfim, ela deu o seu jeitinho, e após algum tempo os inspetores foram embora.

A princípio, achei que tudo era um exagero e que não teria nenhum mal se vissem o que estávamos fazendo.  Pedi então que me explicassem o porquê que não podíamos abordar sobre assuntos religiosos, já que a Mongólia é considerada um país laico.

A diretora – Ogie então nos explicou com maiores detalhes de que a nossa escola ainda depende de subsídios do governo para funcionar, pois ainda não somos auto suficientes financeiramente e que por isso não podemos ser uma escola confessional, se souberem que tratamos de assuntos espirituais podem cortar o auxílio e ainda solicitar o fechamento da instituição.

A partir daquele momento passei a considerar de outra maneira o trabalho da escola neste país. Percebi que realmente a Educação Adventista é uma luz, uma igreja disfarçada, mesmo aqui onde ela ainda nem é de fato uma Escola Adventista, mesmo sendo Tusgal School – Escola Reflexo, ela ainda pode ser um reflexo de Cristo na vida dos alunos e de todos os que estão associados a ela.

Parei para pensar no privilégio que temos no Brasil de pregar a mensagem de Cristo com liberdade e que mesmo assim na maioria das vezes não aproveitamos a chance de falar do amor de Deus em nossas escolas, simplesmente deixamos as oportunidades passarem e não lançamos a semente do evangelho.

Sem dúvida, esta foi uma grande lição que aprendi, pois daquele momento em diante, passei a valorizar mais as oportunidades que Deus tem colocado no meu caminho para simplesmente deixar a luz dEle brilhar através de mim, seja por meio de palavras, atos ou da forma que Ele desejar.

Cada aluno recebe uma Caneca com a Logo da Escola e seu nome no 1º dia de Aula.
É muito comum eles levarem um presente para sua Professora no 1º dia.
Concurso de Soletrar Palavras em Inglês.
Programa Especial de Natal.
Fofos...
Confraternização de nossa Equipe.

Quem sabe se não fostes chamados para este tempo?
Ester 4:14